Mestrado pode representar quase mais 50% de salário no início da carreira

Portugal está a viver uma mudança profunda na qualificação dos seus jovens. Nunca tantos estudantes concluíram o ensino superior e, segundo dados divulgados pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, esse investimento traduz‑se em ganhos imediatos no mercado de trabalho. No início da carreira, um mestrado pode representar salários cerca de 49% superiores aos de quem terminou apenas o ensino secundário, enquanto uma licenciatura garante, em média, mais 28%.

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Mestrado pode representar quase mais 50% de salário no início da carreira

Portugal está a viver uma mudança profunda na qualificação dos seus jovens. Nunca tantos estudantes concluíram o ensino superior e, segundo dados divulgados pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, esse investimento traduz‑se em ganhos imediatos no mercado de trabalho. No início da carreira, um mestrado pode representar salários cerca de 49% superiores aos de quem terminou apenas o ensino secundário, enquanto uma licenciatura garante, em média, mais 28%.

Estes números, destacados numa publicação recente da Fundação, reforçam a ideia de que estudar compensa, mas também revelam desigualdades persistentes no acesso e nos resultados.

O novo policy paper da Fundação Francisco Manuel dos Santos mostra que Portugal se aproximou rapidamente da média europeia no número de jovens diplomados. Nas últimas duas décadas, o país registou uma expansão significativa do ensino superior, permitindo que uma geração alcançasse níveis de qualificação inéditos. No entanto, o estudo sublinha que este progresso não é igual para todos: Portugal continua entre os países onde as famílias suportam uma das maiores parcelas dos custos da educação, o que limita o acesso de jovens de meios socioeconómicos mais vulneráveis.

Apesar da vantagem salarial clara, a transição para o mercado de trabalho continua marcada por precariedade e salários de entrada abaixo da média europeia. Muitos jovens enfrentam um desajuste entre as competências adquiridas e as necessidades das empresas, o que atrasa a estabilidade profissional e, em alguns casos, leva talento qualificado a procurar oportunidades no estrangeiro.

O relatório destaca ainda avanços na internacionalização das instituições e na diversificação da oferta formativa, mas alerta que estes progressos não são suficientes para eliminar desigualdades de origem social nem para garantir que o investimento em educação se traduz em oportunidades sólidas para todos.

A Fundação Francisco Manuel dos Santos defende que o país deve reforçar os apoios sociais, aproximar universidades e empresas e criar condições para que os jovens qualificados encontrem em Portugal carreiras compatíveis com o seu nível de formação. Só assim será possível transformar a crescente qualificação dos jovens numa verdadeira alavanca de desenvolvimento.

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