Durante a entrevista, o responsável explicou que as instituições privadas dispõem de autonomia para ajustar os seus calendários de candidaturas, tendo várias instituições associadas da APESP procedido à adaptação dos prazos de forma a responder aos constrangimentos registados.
«As instituições privadas têm efetivamente essa autonomia para alterar os seus calendários», afirmou Rui Tomás, sublinhando que os ajustamentos procuram garantir que os estudantes dispõem do tempo necessário para receber as suas classificações e reunir a documentação necessária para formalizar a candidatura.
O Vice-Presidente do Piaget destacou ainda que cada instituição está a adaptar os seus calendários em função do impacto concreto dos atrasos, assegurando o tempo necessário para que os estudantes possam realizar o processo de candidatura sem serem prejudicados por constrangimentos alheios à sua responsabilidade.
«Aquilo que cabe às instituições agora é tentar olhar para o superior interesse dos estudantes e criar condições para que eles não fiquem prejudicados», afirmou.
A participação de Rui Tomás no Bom Dia Portugal evidenciou, assim, a resposta das instituições privadas de Ensino Superior perante os atrasos verificados na publicação das classificações, com o ajustamento dos calendários de candidatura a assumir-se como uma medida de apoio aos estudantes no acesso ao Ensino Superior.



