O Piaget é a única instituição de ensino superior em Portugal com uma Licenciatura em Medicina Tradicional Chinesa. O que distingue esta formação?
Mais do que refletirmos sobre o que distingue a nossa formação dos restantes cursos na área da saúde, é essencial refletirmos sobre o que caracteriza a Licenciatura em Medicina Tradicional Chinesa no Piaget. Assim, penso que é fundamental deixar claro que esta Licenciatura visa a formação de profissionais de saúde de excelência em duas dimensões que colocamos no mesmo patamar de relevância: a promoção da saúde e o tratamento da doença.
E o que é que eu pretendo transmitir com esta ideia? Pretendo deixar claro que, na Licenciatura em Medicina Tradicional Chinesa, ao aliar o conhecimento e os métodos clínicos tradicionais ao conhecimento e aos métodos científicos mais recentes, os nossos estudantes terminam a formação com recursos terapêuticos que lhes permitem responder de forma positiva e eficaz a um conjunto vasto de patologias e com um conhecimento profundo sobre o conceito e os mecanismos de salutogénese, sendo este transferível e aplicável na prática clínica.
Ou seja, na Medicina Tradicional Chinesa, quando pensamos em saúde e falamos sobre saúde, é exatamente sobre isto que pensamos e falamos: sobre a saúde, sobre a transformação dos comportamentos e hábitos de vida, sobre o empoderamento dos utentes, sobre o desenvolvimento da literacia em saúde e sobre uma terapêutica que se coloca ao lado das pessoas para as encaminhar para uma existência e uma vida saudável.
Porque é que a Medicina Tradicional Chinesa deve ser estudada ao nível de uma licenciatura e não apenas através de cursos de curta duração?
Por um motivo muito simples: por uma questão de responsabilidade perante o utente. Independentemente da área da saúde, a verdade é que, quando esta gera um impacto direto sobre a vida das pessoas e sobre o binómio saúde-doença, não podemos relativizar o tipo nem a profundidade da formação.
No caso da Medicina Tradicional Chinesa, devido à complexidade das suas teorias de base e à necessidade de realização de um diagnóstico antes da intervenção terapêutica, essa mesma responsabilidade torna-se ainda mais acrescida.
Sem qualquer dúvida, posso assim afirmar que é impossível formar um profissional de qualidade na área e garantir uma intervenção clínica segura, eficaz e que responda às necessidades dos utentes com menos de quatro anos de formação, ou seja, com uma formação que não esteja ao nível de uma licenciatura.
Foi exatamente por este motivo que foi criada uma lei que atualmente regula os mecanismos de acesso à profissão. Ou seja, atualmente, e apenas desta forma, via licenciatura, será possível proteger e garantir a qualidade dos cuidados de saúde em Medicina Tradicional Chinesa que são prestados aos utentes pelos profissionais da área.
Que resposta dá a quem ainda considera a Medicina Tradicional Chinesa uma prática sem fundamento científico?
Neste momento, a existência de fundamento científico não é uma questão, uma vez que a literatura científica evidencia de forma clara os múltiplos benefícios da Medicina Tradicional Chinesa. Esta evidência robusta é-nos transmitida por profissionais de saúde e investigadores de todo o mundo, das mais variadas áreas científicas, e encontra-se publicada nos principais repositórios e bases de dados científicos em saúde, podendo ser consultada por profissionais da área, por profissionais de outras áreas da saúde e pela população em geral.
Em que problemas de saúde pode a Medicina Tradicional Chinesa ter um contributo mais relevante?
Quando pensamos em Medicina Tradicional Chinesa, é essencial, primeiramente, deixar claro que falamos de uma abordagem científica orientada por uma visão holística da saúde. Ou seja, na Medicina Tradicional Chinesa, consideramos o ser humano na sua multidimensionalidade e, para além de procurarmos compreender em profundidade as manifestações corporais do indivíduo, também estudamos os fatores mentais que integram essas mesmas manifestações, assim como os fatores sociais que as influenciam.
Respondendo de uma forma mais direta, a Medicina Tradicional Chinesa pode ter um impacto significativo na mitigação das desordens musculoesqueléticas, dos problemas de saúde mental e das patologias do foro respiratório, digestivo, metabólico e ginecológico.
Naturalmente, e por ser uma terapêutica com uma ação clara sobre os mecanismos internos promotores de saúde, o acesso regular aos cuidados garantirá um reforço do sistema imunitário dos utentes, aspeto que, futuramente, poderá ser especialmente relevante para o país em alguns contextos de natureza epidémica ou pandémica.
Como é que esta licenciatura prepara os estudantes para uma prática clínica segura, responsável e articulada com outros profissionais de saúde?
Ao longo de quatro anos, os nossos estudantes têm a oportunidade de aprender com profissionais da área com décadas de experiência clínica, sendo os métodos pedagógicos orientados para a experimentação e para a simulação de contextos reais de prática clínica. Este processo, associado ao facto de, durante a licenciatura, os estudantes terem de realizar três anos de estágio clínico semanal, garante uma preparação profissional sólida e baseada na exposição à realidade.
Por outro lado, ao longo dos quatro anos, os estudantes também têm formação em várias áreas das ciências gerais e das ciências da saúde, garantindo-se, dessa forma, a possibilidade de, futuramente, poderem dialogar e cooperar com profissionais de saúde de outras áreas.
Que saídas profissionais e oportunidades existem para os diplomados nesta área?
Neste momento, sendo a Licenciatura em Medicina Tradicional Chinesa no Piaget a primeira e única licenciatura acreditada em Portugal e na Europa, identifico um potencial vasto de oportunidades profissionais, a nível nacional, mas também internacional.
Ou seja, os futuros diplomados em Medicina Tradicional Chinesa terão oportunidades no âmbito da atividade clínica liberal, da atividade clínica em unidades de saúde públicas ou privadas, podendo esta atividade estar associada à integração em equipas de saúde multidisciplinares; do desenvolvimento e participação em projetos de investigação; da integração em equipas pedagógicas e da construção de novas formações na área do ensino superior; da integração em equipas de ação social e de promoção da saúde; da integração em empresas da indústria de produção e comercialização de produtos de fitoterapia, entre muitas outras.
Porque é que um estudante interessado na área da saúde deve escolher a Licenciatura em Medicina Tradicional Chinesa do Piaget?
Porque a Medicina Tradicional Chinesa faz parte do futuro da saúde em Portugal. Hoje, quem pretende construir uma carreira na área da saúde e colocar o utente no centro do processo terapêutico, orientar a sua abordagem clínica por uma visão holística da saúde, em que a saúde é, efetivamente, o primeiro e o último foco de todo o processo terapêutico e, simultaneamente, utilizar vários recursos terapêuticos, tais como a acupuntura, a massagem terapêutica tuina, a prescrição de fitoterapia, a dietética chinesa e os exercícios terapêuticos de movimento, vai encontrar na Medicina Tradicional Chinesa um caminho profissional que irá ao encontro dos seus interesses.
No Piaget, os estudantes poderão estar seguros de que terão a oportunidade de encontrar uma equipa de docentes motivados e empenhados em garantir que, no término da formação, os novos licenciados e especialistas em Medicina Tradicional Chinesa serão capazes de exercer uma atividade profissional totalmente autónoma e proficiente.



